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QUANDO A VIDA PERGUNTA...
A BÍBLIA RESPONDE
Respostas bíblicas para as perguntas que as
pessoas mais fazem
COMO DESCOBRIR A VONTADE DE DEUS PARA MINHA
VIDA?
“E não vos
conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente,
para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Romanos 12:1-2
Existem perguntas que carregamos por anos. Algumas aparecem em momentos
específicos da vida. Outras nos acompanham praticamente durante toda a
caminhada cristã. E talvez uma das perguntas mais recorrentes entre aqueles que
desejam agradar a Deus seja esta:
“Como
descobrir a vontade de Deus para minha vida?”
Essa pergunta aparece quando precisamos escolher uma profissão. Quando
pensamos em casamento. Quando surge uma oportunidade de trabalho. Quando
precisamos decidir se devemos permanecer ou sair de algum lugar. Quando uma
porta se abre. Quando outra se fecha. Quando sentimos que uma fase terminou,
mas ainda não sabemos qual será a próxima. Quando começamos a pensar sobre
propósito, chamado, ministério e futuro.
Em muitos desses momentos, nossa oração é quase sempre a mesma: “Deus,
o que o Senhor quer que eu faça?”
Essa pergunta é legítima. Na verdade, existe algo muito bonito em um
coração que não quer simplesmente tomar decisões sozinho, mas deseja agradar a
Deus. O problema começa quando imaginamos a vontade de Deus como uma espécie de
segredo escondido que precisamos desesperadamente descobrir, como se Deus
tivesse colocado um plano em algum lugar e dissesse: “Vamos ver se você
consegue encontrar.”
Muitas pessoas vivem assim. Têm medo de escolher errado. Têm medo de
perder “a vontade perfeita”. Têm medo de entrar por uma porta que não era a
certa. Têm medo de casar com a pessoa errada. Têm medo de aceitar o emprego
errado. Têm medo de mudar para a cidade errada. E acabam vivendo uma espécie de
ansiedade espiritual permanente, tentando interpretar sinais, coincidências,
sentimentos e circunstâncias como se estivessem montando um quebra-cabeça
secreto deixado por Deus.
Mas Romanos 12 nos apresenta outra perspectiva.
Paulo não começa dizendo: “Descubram qual cidade Deus quer que vocês
morem.” “Descubram qual profissão devem escolher.” “Descubram
qual porta devem atravessar.” Ele começa falando de consagração,
transformação e renovação da mente.
Isso é profundamente importante. Porque, antes de Deus nos mostrar
determinados caminhos, Ele deseja formar em nós determinado tipo de pessoa.
Talvez uma das grandes mudanças que precisamos fazer quando pensamos na
vontade de Deus seja esta: A vontade de Deus não começa com a pergunta “onde
devo ir?”, mas com a pergunta “quem Deus quer que eu seja?”
Em Romanos 12:1, Paulo escreve:
“Rogo-vos,
pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por
sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
Veja a ordem. Antes de falar sobre experimentar a vontade de Deus, Paulo
fala sobre entregar a vida a Deus.
Isso significa que a questão fundamental não é simplesmente encontrar
uma decisão correta. A questão é viver uma vida rendida.
Às vezes queremos descobrir a vontade de Deus sem entregar nossa vontade
a Deus.
Queremos que Ele mostre o caminho, mas ainda reservamos o direito de
dizer: “Se eu gostar, eu sigo.” “Se for confortável, eu obedeço.” “Se combinar
com meus planos, eu aceito.” “Se não exigir muita renúncia, eu vou.”
Mas isso não é verdadeira busca pela vontade de Deus. Buscar a vontade
de Deus exige rendição. Talvez antes de perguntarmos: “Senhor, o que queres
que eu faça?” precisemos perguntar: “Senhor, minha vida realmente está
entregue a Ti?”
Porque existe uma diferença entre buscar a vontade de Deus e querer que
Deus aprove nossos projetos.
Muitas vezes já decidimos. Já escolhemos. Já planejamos. Já desejamos. Depois
começamos a orar: “Deus, confirma.”
Mas não estamos realmente buscando direção. Estamos buscando aprovação. Queremos
que Deus assine embaixo do plano que nós mesmos elaboramos.
Por isso, uma pergunta confrontadora precisa ser feita: Você
realmente quer descobrir a vontade de Deus ou quer apenas que Deus aprove
aquilo que você já decidiu?
Essa pergunta revela muito. Porque verdadeira oração de direção inclui
uma disposição semelhante à oração de Jesus no Getsêmani: “Não seja como eu
quero, e sim como tu queres.” Essa frase talvez seja uma das formas mais
profundas de oração. Ela não nasce da passividade. Nasce da confiança.
Jesus apresenta Seu desejo ao Pai, mas coloca Seu desejo abaixo da
vontade do Pai.
E talvez aqui esteja um dos primeiros princípios para discernir a
vontade de Deus: não podemos buscar a vontade de Deus sem estarmos dispostos
a abrir mão da nossa própria vontade.
Romanos 12:2 continua:
“E não vos
conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.”
Paulo está dizendo que existe uma relação direta entre discernir a
vontade de Deus e permitir que nossa mente seja transformada.
Isso é extraordinário. Porque muitos de nós pensamos que descobrir a
vontade de Deus depende principalmente de receber um sinal.
Paulo fala de mente renovada. Nós pensamos em portas.
Paulo fala de transformação. Nós pensamos em circunstâncias.
Paulo fala de consagração. Isso significa que discernimento não começa
do lado de fora. Começa do lado de dentro.
Muitas vezes queremos que Deus revele o próximo passo, enquanto Ele está
interessado primeiro em transformar quem dará o próximo passo.
Essa é uma verdade que muda nossa maneira de olhar para decisões.
Uma mente não renovada pode receber uma boa oportunidade e usá-la de
maneira errada.
Uma mente transformada pode atravessar até uma situação difícil e
permanecer fiel.
Uma pessoa imatura pode entrar na “porta certa” e ainda assim agir de
maneira errada.
Uma pessoa madura pode encontrar sabedoria para caminhar mesmo quando
nem todos os detalhes estão claros.
Por isso, a vontade de Deus não deve ser tratada apenas como um mapa de
decisões. Ela também é uma obra de formação. Deus está formando nosso caráter. Está
moldando nossos desejos. Está transformando nossos valores. Está nos ensinando
a pensar segundo o Reino.
Quanto mais nossa mente é renovada pela Palavra, mais começamos a
desejar aquilo que agrada a Deus.
E isso muda tudo. Há coisas que antes precisavam ser discutidas e que,
depois de amadurecermos, se tornam evidentes.
Por exemplo, alguém pergunta: “Será que é vontade de Deus que eu entre
em um relacionamento que me afasta de Cristo?” A Bíblia já oferece princípios
suficientes.
Outra pessoa pergunta: “Será que é vontade de Deus que eu prospere
através de algo desonesto?” Não precisamos de uma revelação particular.
Outra pergunta: “Será que Deus quer que eu perdoe?” A Bíblia já falou.
É por isso que precisamos entender que a primeira dimensão da vontade
de Deus é aquilo que Ele já revelou claramente nas Escrituras.
Muitas vezes perguntamos: “Qual é a vontade de Deus?” Mas ignoramos
aquilo que a Bíblia já chamou de vontade de Deus.
1 Tessalonicenses 4:3 diz: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa
santificação.” Deus já revelou que Sua vontade é nossa santificação.
1 Tessalonicenses 5:18 declara: “Em tudo, dai graças, porque esta é a
vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”
1 Pedro 2:15 fala sobre fazer o bem como vontade de Deus.
As Escrituras já revelaram muito. Deus quer que vivamos em santidade. Que
amemos. Que perdoemos. Que sejamos íntegros. Que pratiquemos justiça. Que
fujamos do pecado. Que sejamos fiéis. Que cresçamos em Cristo. Que sirvamos. Que
vivamos em comunhão.
Portanto, talvez seja importante guardar esta frase: Não peça uma
revelação nova sobre aquilo que Deus já revelou claramente em Sua Palavra.
Às vezes queremos uma experiência extraordinária apenas para evitar uma
obediência simples.
Perguntamos: “Deus, será que eu preciso perdoar?” Já sabemos. “Deus,
será que devo abandonar esse pecado?” Já sabemos. “Deus, será que preciso ser
honesto?” Já sabemos. “Deus, será que devo buscar primeiro o Reino?” Já
sabemos.
Talvez o problema não seja falta de direção. Talvez seja falta de
obediência.
E isso também nos ajuda a compreender que, quando a Bíblia fala
claramente, não precisamos continuar procurando sinais. A Palavra já é luz para
nossos pés.
Mas existe uma segunda dimensão da vontade de Deus que exige
discernimento e sabedoria. Há decisões em que a Bíblia não fornece um
mandamento específico. A Bíblia não vai dizer: “Você deve trabalhar nesta
empresa.” Não vai trazer o nome da cidade onde você deverá morar. Não vai dizer
qual curso universitário escolher. Não vai dizer se você deve comprar
determinado imóvel. Não vai apresentar o nome da pessoa com quem você deve se
casar.
Então o que fazemos? É aqui que entra aquilo que Romanos 12 chama de
mente renovada.
Deus nos chama a aplicar princípios, sabedoria, oração e maturidade. Isso
significa que algumas decisões não serão tomadas porque recebemos uma frase
sobrenatural, mas porque aprendemos a pensar biblicamente.
Talvez alguém esteja esperando uma voz do céu para decidir entre duas
boas oportunidades. Mas pode ser que Deus esteja lhe dizendo: “Use a sabedoria
que já formei em você.”
Analise. Ore. Busque conselho. Considere responsabilidades. Pense nas
consequências. Considere sua família. Considere seus dons. Considere suas
prioridades. Considere o impacto espiritual. E então decida com fé.
Isso é importante porque algumas pessoas ficaram tão dependentes da
ideia de receber sinais extraordinários que se tornaram incapazes de tomar
decisões responsáveis. Não conseguem escolher nada sem perguntar: “Qual foi o
sinal?”
Mas Deus nos deu mente. Deu sabedoria. Deu Escrituras. Deu comunhão. Deu
capacidade de discernir.
E muitas vezes a vontade de Deus é experimentada justamente quando um
cristão maduro usa com responsabilidade aquilo que Deus já lhe concedeu.
Provérbios valoriza repetidamente a sabedoria. Ele nos ensina a
considerar caminhos, ouvir conselhos, observar consequências e agir
prudentemente.
Portanto, ser espiritual não significa abandonar a razão. Ser guiado por
Deus não significa desligar a mente. Pelo contrário.
Romanos 12 fala exatamente sobre renovação da mente. Deus quer
que aprendamos a pensar de forma transformada.
Isso também significa que, diante de decisões importantes, é saudável
buscar conselho de pessoas maduras.
Provérbios ensina que na multidão de conselheiros há segurança. Isso não
significa entregar nossa responsabilidade para outra pessoa. Mas significa
reconhecer que, às vezes, alguém de fora enxerga aquilo que nossas emoções não
nos permitem perceber.
Talvez estejamos apaixonados demais. Animados demais. Com medo demais. Pressionados
demais. E alguém maduro pode nos fazer uma pergunta que muda tudo. Por isso: procure
pessoas que conheçam a Palavra e que tenham liberdade para dizer aquilo que
você talvez não queira ouvir.
Não procure apenas quem confirmará sua escolha. Procure quem ajudará
você a discernir.
O mesmo vale para circunstâncias. Deus pode usar portas abertas e
fechadas. Pode organizar situações. Pode redirecionar planos. Mas, como vimos
na mensagem anterior, circunstâncias sozinhas não são suficientes. Nem toda
porta aberta é vontade de Deus.
Jonas encontrou um navio disponível para Társis enquanto fugia da
vontade de Deus. Tudo parecia conveniente. Mas conveniência não é sinônimo de
direção divina.
Da mesma forma, nem toda dificuldade significa que estamos fora da
vontade de Deus. Paulo enfrentou prisões. Os apóstolos enfrentaram
perseguições. Jesus enfrentou oposição.
Portanto, não podemos dizer: “Se está fácil, é porque é de Deus.” Ou: “Se
está difícil, é porque não é de Deus.”
Às vezes, a vontade de Deus nos leva por caminhos difíceis. A cruz
certamente não foi um caminho confortável. Por isso, precisamos avaliar
circunstâncias à luz da Palavra, e não a Palavra à luz das circunstâncias.
Outra questão muito importante aparece quando falamos sobre paz. Muitas
pessoas dizem: “Eu tive paz, então tenho certeza de que é vontade de Deus.” A
paz é importante. Mas, novamente, precisa ser interpretada com equilíbrio.
Pode haver momentos em que Deus nos conduza para algo que inicialmente
nos cause medo. Moisés teve medo. Gideão teve medo. Jeremias sentiu-se incapaz.
Paulo passou por situações profundamente difíceis.
Paz não é sempre ausência de tensão. Às vezes a verdadeira paz é aquela
confiança profunda que existe mesmo enquanto enfrentamos algo que nos desafia.
Por isso, não confunda conforto com direção. Uma decisão pode ser
confortável e ainda assim estar errada. Outra pode ser desconfortável e ainda
assim ser exatamente o caminho de obediência.
Há ainda outra questão que precisamos enfrentar: e se eu fizer uma
escolha errada? Essa pergunta gera muita ansiedade.
Algumas pessoas imaginam que Deus tem apenas um caminho possível para
sua vida e que, se cometerem um erro, tudo estará perdido para sempre. Precisamos
corrigir essa imagem.
É claro que escolhas têm consequências. Não podemos tratar decisões com
irresponsabilidade. Mas também precisamos lembrar que Deus é maior do que
nossos erros. Ele é capaz de corrigir. Redirecionar. Ensinar. Restaurar. Produzir
amadurecimento até a partir de decisões equivocadas.
Pedro errou. Moisés errou. Abraão errou. Davi errou. Paulo tomou
decisões e depois foi redirecionado.
A graça de Deus não transforma nossas decisões em algo irrelevante, mas
nos liberta do medo de imaginar que um erro humano pode destruir
irreversivelmente todo o propósito de Deus.
Talvez você tenha tomado decisões no passado das quais se arrepende. Isso
não significa que sua história acabou. Talvez você tenha entrado em caminhos
que hoje não escolheria novamente. Deus ainda sabe onde você está. Ele continua
sendo capaz de conduzir.
A pergunta agora não precisa ser: “Como volto para o ponto onde deveria
ter acertado?” Talvez seja: “Como posso obedecer a Deus a partir de onde
estou agora?” Essa é uma pergunta cheia de graça. Porque Deus trabalha com
pessoas reais, histórias reais e decisões reais. Ele não trabalha apenas com
versões ideais de nós mesmos.
Talvez você não possa mudar algumas escolhas do passado. Mas pode
entregar seu presente a Deus. E Ele ainda pode conduzir seu futuro.
Isso nos leva a outra verdade preciosa: a vontade de Deus não é
apenas destino; é relacionamento.
Às vezes pensamos na vontade de Deus apenas como chegar ao lugar certo. Mas
Deus está interessado na caminhada. Ele quer que caminhemos com Ele.
Imagine uma criança andando com o pai. Talvez ela não conheça todo o
trajeto. Talvez não saiba exatamente onde chegará. Mas segura a mão do pai.
Na vida cristã, nem sempre Deus entrega o mapa completo. Abraão foi
chamado a sair sem saber exatamente para onde estava indo. Deus disse: “Vai
para a terra que te mostrarei.” Não mostrou tudo de uma vez. Deus revelou o
suficiente para o próximo passo.
Isso também acontece conosco. Gostaríamos de conhecer os próximos dez
anos. Deus frequentemente nos dá luz para o próximo passo. Gostaríamos de
respostas completas. Deus muitas vezes nos chama para confiar. Isso não
significa falta de direção. Significa aprendizado de dependência.
Se conhecêssemos todos os detalhes antecipadamente, talvez não
precisássemos confiar. Mas Deus deseja mais do que pessoas que conhecem planos.
Ele deseja filhos que conhecem o Pai.
Por isso, talvez a pergunta: “Qual é a vontade de Deus para toda a
minha vida?” seja grande demais para o momento. Talvez a pergunta de hoje
seja: “Qual é o próximo passo de obediência?” Essa pergunta é mais
concreta.
Talvez o próximo passo seja perdoar. Talvez seja esperar. Talvez seja
pedir conselho. Talvez seja estudar. Talvez seja abandonar um pecado. Talvez
seja permanecer onde você está por mais um tempo. Talvez seja dizer não para
uma oportunidade. Talvez seja ter coragem para avançar. Talvez seja
simplesmente permanecer fiel enquanto Deus ainda não revela o restante.
Há algo muito importante em Romanos 12:2. Paulo diz que, por meio da
transformação e renovação da mente, podemos “experimentar” a vontade de
Deus.
Ele não apresenta apenas uma vontade a ser descoberta intelectualmente. Ela
é experimentada. Vivida. Caminhada. Isso significa que muitas vezes a vontade
de Deus vai ficando mais clara enquanto obedecemos.
Nem sempre recebemos clareza antes do primeiro passo. Às vezes a clareza
vem no caminho. Isso não é irresponsabilidade. É fé.
Você conhece princípios. Ora. Busca sabedoria. Toma uma decisão com
coração rendido. E continua sensível para ser corrigido. Isso é caminhar com
Deus.
Talvez precisemos abandonar a ideia de que maturidade espiritual
significa nunca ter dúvida. Maturidade significa aprender a tomar decisões
diante de Deus mesmo quando não temos cem por cento de certeza sobre todos os
detalhes.
Há decisões em que nunca teremos uma voz audível, um sonho, um sinal ou
uma confirmação extraordinária. E tudo bem. Podemos caminhar com sabedoria e
fé.
Deus não deixou Seus filhos sem recursos. Temos Sua Palavra. Temos o
Espírito Santo. Temos sabedoria. Temos comunhão. Temos oração. Temos
discernimento. E temos a graça de um Pai que é capaz de dirigir nossos passos.
Talvez este seja um ponto importante para alguém que vive paralisado: Deus
não está tentando esconder Sua vontade para ver se você falha em encontrá-la. Ele
é Pai. Ele deseja conduzir. Ele não brinca com seus filhos.
Isso não significa que todas as respostas chegarão rapidamente. Não
significa que não haverá espera. Não significa que não teremos de exercitar fé.
Mas significa que podemos descansar no caráter de Deus.
Provérbios 3:5-6 diz:
“Confia no
SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”
Observe novamente o foco. Confiança. Reconhecimento. Caminho.
Deus não exige que entendamos tudo. Ele nos chama a reconhecê-lo em
todos os caminhos.
Isso nos leva à grande pergunta: Como descobrir, então, a vontade de
Deus para minha vida?
Comece pelo que já está claro. Renda sua vida a Deus. Permita que Sua
Palavra transforme sua mente. Obedeça aquilo que as Escrituras já revelaram.
Ore. Busque sabedoria. Ouça conselhos maduros. Examine suas motivações. Considere
circunstâncias sem idolatrá-las. Não confunda conforto com direção. Esteja
disposto a ouvir “não”. Não tema tomar decisões quando Deus lhe deu liberdade. E
permaneça sensível para ser corrigido e redirecionado.
Mas, acima de tudo: busque conhecer Deus mais do que conhecer todos
os detalhes do seu futuro.
Porque, no fim, essa talvez seja a maior segurança. Não saber tudo, mas
caminhar com quem sabe. Não conhecer todo o caminho, mas confiar no Pastor. Não
controlar o futuro, mas entregar o futuro ao Pai.
CONCLUSÃO
Quando a vida pergunta: “Como descobrir a vontade de Deus para minha
vida?” A Bíblia nos conduz para algo mais profundo do que procurar sinais.
A vontade de Deus começa em uma vida rendida. Ela passa por uma mente
transformada. É iluminada pela Palavra. É discernida com oração e sabedoria. É
confirmada no caminho da obediência. E muitas vezes é experimentada passo a
passo.
Talvez você esteja esperando que Deus revele todo o mapa. Mas Ele pode
estar oferecendo apenas luz suficiente para o próximo passo.
Talvez você queira saber onde estará daqui a cinco anos. Mas Deus esteja
perguntando: “Você será fiel hoje?”
Talvez queira saber exatamente qual porta escolher. Mas Deus esteja
trabalhando primeiro seu caráter antes de colocar você do outro lado da porta.
Talvez você esteja muito preocupado com o lugar certo e pouco preocupado
em se tornar a pessoa certa. E essa precisa ser uma das grandes verdades desta
mensagem: Muitas vezes queremos que Deus revele o próximo passo, enquanto
Ele está interessado primeiro em transformar quem dará o próximo passo.
Também precisamos guardar esta: A vontade de Deus não começa com a
pergunta “onde devo ir?”, mas com a pergunta “quem Deus quer que eu seja?”
E uma terceira: Deus não está escondendo Sua vontade para que você
fracasse em encontrá-la. Ele está formando você enquanto o conduz.
Por isso, não viva escravizado pelo medo de errar. Viva rendido. Viva
atento. Viva em oração. Viva na Palavra. Viva com humildade. E avance em fé.
Porque o Deus que chama também conduz. O Deus que começa a obra também
sabe completá-la. O Deus que vê o futuro conhece perfeitamente o próximo passo.
Talvez hoje você esteja diante de uma decisão importante. E sua oração
seja: “Senhor, mostra a Tua vontade.”
Então talvez Deus queira começar fazendo outra pergunta: “Sua vontade
está realmente entregue a Mim?”
Antes de pedir direção, entregue o coração. Antes de perguntar qual
caminho seguir, pergunte se existe algo dentro de você que ainda está
resistindo à vontade de Deus.
Talvez você esteja esperando uma resposta, mas Deus já falou pela
Palavra. Então obedeça.
Talvez esteja esperando um sinal, mas Deus já concedeu sabedoria
suficiente para tomar uma decisão responsável. Então ore e avance.
Talvez esteja com medo de errar. Então lembre-se: seu futuro não depende
da perfeição das suas decisões, mas da fidelidade do Deus que continua sendo
capaz de conduzir você.
Talvez sua pergunta seja: “E se eu não souber exatamente o que
fazer?” Faça aquilo que já sabe ser certo. Permaneça fiel. Busque Deus. Obedeça
à Palavra. Caminhe com humildade. E confie que o Senhor sabe redirecionar os
passos de quem sinceramente deseja agradá-lo.
Talvez hoje você não precise de um mapa completo. Talvez precise apenas
dizer:
“Senhor, a minha vida é Tua. Se eu precisar esperar, esperarei. Se eu
precisar avançar, avançarei. Se eu precisar abrir mão, abrirei. Se eu precisar
mudar de direção, mudarei. Eu não quero apenas que o Senhor abençoe meus
planos. Eu quero que os Teus planos formem minha vida.”
Quando a vida pergunta... A Bíblia responde.
E hoje a Bíblia nos lembra:
A vontade de Deus não é um segredo para ser decifrado, mas um caminho a
ser vivido em comunhão com Ele.
Por isso, não busque apenas descobrir aquilo que Deus quer fazer por
meio de você. Permita que Ele forme em você aquilo que deseja encontrar em
um filho obediente.
Porque talvez a maior questão não seja: “Senhor, qual é o próximo
passo?” Talvez seja: “Senhor, seja qual for o próximo passo, eu estou
disposto a caminhar contigo.”
Deus te abençoe!
Pastor Sérgio Luis

