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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

 


A PATERNIDADE QUE GERA CURA — PARTE 3

Filhos curados revelam o coração do Pai

 

Nas duas primeiras partes desta série, percorremos um caminho importante. Primeiro, vimos que a paternidade de Deus alcança nossa identidade e nos conduz da sensação de orfandade para a consciência de que, em Cristo, fomos recebidos como filhos. Depois, avançamos para a comunhão com o Pai, compreendendo que não fomos chamados apenas para saber que somos filhos, mas para viver como filhos, em dependência, obediência, oração, intimidade e presença. Agora chegamos a uma terceira questão: o que acontece conosco quando começamos verdadeiramente a ser curados pela paternidade de Deus?

A resposta não pode terminar apenas em nós. A cura que vem do Pai precisa alcançar nossa maneira de tratar pessoas, construir relacionamentos, exercer autoridade, criar filhos, discipular, liderar, perdoar, corrigir, afirmar e amar. Uma das grandes evidências de que estamos sendo curados não é apenas conseguir falar sobre nossas feridas sem tanta dor, mas deixar de reproduzir nos outros aquilo que um dia nos feriu.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

 

SOU FILHO, NÃO ESCRAVO

 É possível estar na casa do Pai, conhecer sua linguagem, servir em sua presença e ainda viver interiormente como escravo. A filiação só transforma nossa vida quando deixa de ser uma doutrina conhecida e se torna uma identidade vivida.

 

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.”   Romanos 8:14-15

 

Existem verdades bíblicas que conhecemos intelectualmente por muitos anos sem necessariamente experimentá-las em toda a sua profundidade. Uma delas é a verdade da filiação.

Sabemos dizer que Deus é nosso Pai, repetimos que somos filhos e até cantamos sobre isso, mas a maneira como pensamos, reagimos, servimos, lidamos com nossos erros e nos relacionamos com outras pessoas pode revelar que, apesar da linguagem de filhos, ainda carregamos dentro de nós uma mentalidade de escravos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

 

O DEUS QUE SE REVELA EM MISERICÓRDIA

 Os 13 atributos da misericórdia na tradição judaica 

e sua plenitude revelada em Cristo

 

“E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado...”

Êxodo 34:6-7

 

Êxodo 34 nos coloca diante de um dos momentos mais profundos de toda a revelação bíblica.

Israel havia acabado de cometer um pecado gravíssimo. O povo que havia sido liberto do Egito pela mão poderosa de Deus, que atravessara o mar e ouvira a voz do Senhor, levantou um bezerro de ouro e passou a adorá-lo. A aliança havia sido violada, as tábuas haviam sido quebradas e parecia que toda a história caminhava para um desfecho de juízo.

É nesse cenário de ruptura que Moisés intercede pelo povo e faz um pedido que atravessa os séculos:

                 “Rogo-te que me mostres a tua glória”  (Êxodo 33:18)

A resposta de Deus é surpreendente. O Senhor poderia ter manifestado sua glória através de algum sinal grandioso, como já fizera no Egito e no Sinai, mas escolhe revelar algo ainda mais profundo: seu próprio caráter. Deus passa diante de Moisés e proclama quem Ele é. Isso significa que sua glória não está apenas em sua capacidade de realizar obras extraordinárias, mas também em sua natureza, em sua santidade, em sua fidelidade, em sua justiça e, de maneira impressionante, em sua misericórdia.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026


POR QUE TENHO TANTA DIFICULDADE DE ACREDITAR QUE DEUS REALMENTE ME AMA?

 Talvez você saiba que Deus ama o mundo. A dificuldade pode estar em acreditar que Ele ama você pessoalmente.

 

Há verdades que conhecemos com a mente, repetimos com os lábios e até ensinamos a outras pessoas, mas que ainda encontram dificuldade para descer até as regiões mais profundas do coração. Uma delas é o amor de Deus. Muitos cristãos sabem de cor João 3:16, cantam sobre o amor do Pai, falam da graça, da misericórdia e da bondade divina, mas, quando atravessam uma crise, cometem um erro, enfrentam uma rejeição ou passam por um período de silêncio, uma pergunta silenciosa começa a crescer dentro deles: “Será que Deus realmente me ama?”

Talvez a pergunta não seja formulada dessa maneira. Às vezes ela aparece em outras formas: “Por que Deus permitiria isso comigo?”, “Por que minhas orações não são respondidas?”, “Por que parece que Deus está distante?”, “Por que consigo acreditar que Deus ama outras pessoas, mas tenho tanta dificuldade de acreditar que Ele me ama?”.