PESQUISA

terça-feira, 30 de junho de 2020

JESUS, A PROFUNDA COMPAIXÃO QUE CURA A ALMA FERIDA




JESUS: A PROFUNDA COMPAIXÃO QUE CURA A ALMA 

FERIDA

Marcos 1.40 a 45 - 40 Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me. 41 Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo! 42 No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo. 43 Fazendo-lhe, então, veemente advertência, logo o despediu 44 e lhe disse: Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo. 45 Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele. 
INTRODUÇÃO

No período Neotestamentário, a lepra não era tratável nem curável. Um diagnóstico de lepra significava o fim para o enfermo. Este era tratado como imundo, sendo até mesmo privado dos relacionamentos interpessoais, inclusive do relacionamento com seus familiares. A condição era de isolamento social total, chegando ao ponto de ter que abrir mão de seus bens e propriedades, não podendo mais usufruir dos mesmos. O enfermo era levado para lugares distantes, longe o bastante de qualquer contato com outras pessoas, por causa do poder de contágio da lepra. Isso afetava, inclusive, sua vida espiritual, pois ficava proibido de entrar no templo para orar e oferecer sacrifícios a Deus.
A lepra era uma enfermidade física que levava o seu portador a enfermar emocionalmente, haja visto, estar isolado e proibido de qualquer convívio no âmbito social. Nós somos e fomos criados como seres relacionais. Precisamos de relacionamentos, do convívio com nossos semelhantes. Isso faz parte da natureza humana. Necessitamos falar, ouvir, tocar, sentir. Agora, imagine alguém ser privado deste relacionamento. Se coloque no lugar deste leproso e tente imaginar como você se sentiria. 

O leproso, não sabemos por quanto tempo esteve enfermo, vê diante dele não somente uma oportunidade de ser curado fisicamente, mas também de ser curado emocionalmente. Era, não somente, "uma oportunidade", mas "a oportunidade da sua vida". O que ele faz, então? Continua lamentando seu sofrimento? Não! Ele decide ir em busca da CURA que vinha ao seu encontro, e esta CURA se chama Jesus. Alguns elementos importantes faziam parte deste milagre. E você, o que vai fazer para receber a sua cura? Que tal seguirmos o exemplo deste leproso? Eu convido você agora, a dar um mergulho profundo nas Escrituras e encontrar nela um tesouro precioso que te ajudará a vencer as feridas da sua alma. Venha comigo!
  1. TENHA UMA FÉ ATIVA E CONTAGIANTE
Marcos 1:40 - “se queres, podes purificar-me”. 
Jesus ao sair de Cafarnaum percorre toda a região da Galiléia, pregando o evangelho do reino e expulsando demônios. De repente, ele encontra um homem leproso. Este foi o encontro que mudou a vida deste leproso. O leproso não poderia entrar na cidade para encontrar Jesus, pois corria o risco de receber insultos e cusparadas, de pessoas bradariam em alta voz: "imundo, imundo!".
Ao encontrar Jesus, ou ser encontrado por Jesus, aquele homem coloca sua fé em ação
Hebreus 11:1 e 6 - 1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêm. 6 De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. 
Ao olhar pra Jesus ele percebe que não estava diante de qualquer pessoa, mas diante dele estava a pessoa que poderia mudar completamente sua vida. Poderia curá-lo não somente da lepra física, mas também da emocional. Todo leproso era tratado como imundo, consequentemente sentir-se-ia imundo. Com certeza, não tinha ele a necessidade de que alguém de que o lembram-se disso sempre que o vissem . 
Aquele encontro foi a oportunidade de colocar sua fé em ação. Ele estava diante de alguém que manifestava uma virtude e uma pureza que contrastavam com sua condição de impureza física e emocional. A sua fé fez com que estando diante de alguém tão puro, ele acreditasse que poderia curado. Então ele faz esta declaração ousada que abriu a porta para que sua cura fosse manifesta:  “se queres, podes purificar-me”. 
Isto não era um questionamento, mas sim, uma fé prática e contagiante sendo ativada. Ele, com sua fé, estava dizendo que se submeteria a vontade de Deus e não duvidou do seu poder.
Eu não sei qual a sua enfermidade, se física ou emocional, ou quem sabe, ambas. Te aconselho não ficar lamentando-as, mesmo que lhes sejam dolorosas, mas convido você a se submeter a vontade de Deus, reconhecendo o seu poder e colocando a sua fé em ação. Quando se aproximar de Jesus, faça como este homem. 

Caso esteja enfermo física e emocionalmente, não se acomode e coloque sua fé em ação. Quando você colocar sua fé em ação, Jesus será atraído até você e manifestará o que há de mais gracioso em sua essência e caráter, que é a sua profunda compaixão.

      2. RECEBA O TOQUE DA PROFUNDA COMPAIXÃO DE JESUS
Marcos 1:41a - “Jesus, profundamente compadecido estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: quero, fica limpo”
Quando Jesus olha para aquele homem leproso é tomado de uma profunda compaixão, por causa da fé contagiante dele. Isso faz com que Jesus responda ao seu anseio, reagindo com um toque que mudaria a história daquele leproso. A resposta veio não somente com palavras, mas com atitude. Antes de confirmar que queria curá-lo, Jesus faz algo que era muito mais importante para aquele homem. Jesus o toca, quando homem algum o tocaria. Jesus faz aquilo que os homens não poderiam fazer por ele. 
Aquele toque foi proposital. Ele tinha o objetivo de curar não o físico, mas o emocional daquele homem. Como isso foi importante para o leproso. Toda solidão e desprezo que aquele homem sofria,  acaba quando ele encontra alguém que lhe dá atenção que ele precisava. O toque de Jesus era desinteressado no sentido de que aquele homem nada tinha pra lhe oferecer. Era a mais pura manifestação daquele que é a PROFUNDA COMPAIXÃO que precisamos todos os dias. Jesus vai muito além de nossas expectativas e nos surpreende sempre. Ele nos dá aquilo que nem sabemos que precisamos. Um toque de profunda compaixão talvez seja a maior e melhor resposta que precisamos quando a nossa alma encontra-se ferida
Um único toque da profunda compaixão de Jesus, cura não somente o corpo, mas principalmente, a nossa alma. 
O maior milagre que precisamos é de que alguém consiga enxergar nossas dores invisíveis, aquelas que estão no mais profundo do nosso ser. E isso, só Jesus consegue fazer. A cura da lepra foi uma cura visível, enquanto que a cura da sua alma, que ninguém sabia que estava enferma, foi invisível e somente Jesus poderia operá-la.
Experimente a cura invisível do Senhor Jesus em sua alma ferida. Receba hoje, o toque do incondicional amor do Senhor e de sua profunda compaixão. Esta profunda compaixão vai produzir uma cura que não tardará, mas será imediata.

      3. RECEBA A CURA IMEDIATA EM SUA ALMA
Marcos 1:42 - “no mesmo instante lhe desapareceu a lepra e ficou limpo”
Na hora certa e de forma imediata a cura alcança o leproso, como consequência de sua fé contagiante e do toque de profunda compaixão de Jesus. Às vezes nos questionamos porque tardam as respostas de nossas orações? Talvez a resposta seja encontrada no fato que muitas de nossas orações não são acompanhadas de uma fé ativa e contagiante. Devemos orar cheios de fé, crendo que aquilo que pedimos já aconteceu mesmo antes de ter acontecido. 
Jesus ordena àquele homem ir ao templo apresentar-se ao sacerdote e fazer uma oferta de agradecimento por sua cura como testemunho para todo o povo. 
Aquele homem foi tomada de uma alegria transbordante e contagiante, que mesmo sendo advertido por Jesus para não contar nada a ninguém o que havia acontecido, entrou na cidade onde não podia entrar e compartilhou com todos o que Jesus lhe havia feito com ele.
Agora, uma alma cheia de feridas e dores, que passou por tanto desprezo e rejeição, sofrendo todo tipo de humilhação, começa a desfrutar de uma alegria indizível. Uma alma curada tem o prazer de conviver com as pessoas e dar testemunho a respeito da profunda compaixão que a curou.

CONCLUSÃO

Se você se encontra ferido em sua alma, ore com fé, de forma a crer que encontrarás a profunda compaixão, Jesus, e ele trará a cura que você precisa.

Deus te abençoe!
Pr. Sérgio.

terça-feira, 23 de junho de 2020

ESTRATÉGIAS PARA VENCER O MAL




Estratégias Para Vencer o Mal


“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” 1 João 5:18-19

Vivemos em um mundo marcado pelo mal. Esta não é apenas uma percepção humana, social ou emocional; é uma afirmação bíblica. O apóstolo João declara que “o mundo inteiro jaz no Maligno”. Isso significa que há uma influência espiritual maligna operando sobre sistemas, comportamentos, pensamentos, valores e práticas deste mundo.

Por isso, não devemos ser ingênuos.

Há injustiças, mentiras, corrupções, crueldades, perseguições, enganos, invejas, violências, traições e todo tipo de maldade acontecendo ao nosso redor. Muitas vezes, essas coisas nos atingem diretamente. Em outras ocasiões, vemos pessoas próximas sofrendo os efeitos de decisões injustas, palavras perversas, atitudes maldosas e estruturas corrompidas.

A pergunta é: como o cristão deve reagir diante de um mundo dominado pelo mal?

A nossa primeira resposta não deve ser desespero, nem revolta carnal, nem vingança, nem amargura. Deus nos chamou para viver de modo diferente. Fomos regenerados em Cristo. Somos nascidos de Deus. E, se somos de Deus, não podemos enfrentar o mal com as mesmas armas do mal.

A maior estratégia para vencermos este mundo mau é vivermos com sabedoria espiritual. Deus nos deu sua Palavra, seu Espírito e discernimento para termos atitudes corretas diante das injustiças, perseguições e provocações que encontramos no caminho.

O Salmo 37 nos oferece uma direção preciosa para isso.


Não se deixe dominar por sentimentos mundanos

O primeiro grande cuidado que precisamos ter é com o nosso próprio coração. Muitas vezes, o mal que vemos ao nosso redor tenta produzir mal dentro de nós. A injustiça externa pode gerar amargura interna. A prosperidade dos perversos pode gerar inveja. A maldade dos outros pode acender ira, irritação e desejo de vingança.

Por isso, o salmista nos orienta:

“Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade.” Salmos 37:1

Esse texto é extremamente atual. Quantas vezes ficamos indignados ao ver pessoas más prosperando? Quantas vezes nos irritamos ao perceber que homens injustos parecem avançar sem sofrer consequências? Quantas vezes nosso coração é tentado a perguntar: “Por que eles continuam de pé? Por que nada acontece? Por que parece que o mal vence?”

Mas a Palavra nos chama a uma postura diferente.

Não se indignar, nesse contexto, não significa perder a sensibilidade diante do pecado ou da injustiça. O cristão não é chamado à indiferença. Devemos amar a justiça, defender a verdade e nos importar com os que sofrem. Porém, existe uma indignação que nasce da carne, alimenta a amargura e nos tira do lugar de confiança em Deus.

Também somos advertidos a não invejar os que praticam a iniquidade. A inveja pode surgir quando olhamos apenas para os resultados aparentes dos ímpios: seus ganhos, sua influência, seus prazeres, sua ascensão e sua falsa segurança. Mas o cristão precisa enxergar além da aparência. Nem todo sucesso é bênção. Nem toda prosperidade é aprovação divina. Nem todo crescimento é sinal de justiça.

O Salmo continua:

“Não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.” Salmos 37:7

A irritação constante revela que o coração perdeu o descanso em Deus. Quando ficamos presos ao comportamento dos malfeitores, começamos a viver emocionalmente governados por eles. Eles fazem o mal, e nós perdemos a paz. Eles prosperam, e nós perdemos o sono. Eles avançam, e nós adoecemos por dentro.

Mas Deus nos chama para outro caminho.

O salmista ainda diz:

“Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.”  Salmos 37:8

Ira, furor e impaciência são reações perigosas. Elas prometem força, mas produzem destruição. Prometem justiça, mas muitas vezes nos levam a agir de forma carnal. Prometem alívio, mas acabam nos aprisionando em ressentimento.

Devemos abandonar os sentimentos dominados pelo mal: indignação carnal, inveja, irritação, ira, furor e impaciência.

O mal não é vencido quando ele consegue nos tornar semelhantes a ele. O mal começa a perder força quando, diante dele, permanecemos governados por Deus.


Lembre-se do fim daqueles que praticam o mal

Uma das razões pelas quais não devemos invejar nem nos desesperar diante dos malfeitores é que a aparente prosperidade deles é passageira.

O salmista declara:

“Pois eles dentro em breve definharão como a relva e murcharão como a erva verde.” Salmos 37:2

A imagem é muito forte. A relva pode até parecer verde por um tempo, mas logo seca. A erva pode até crescer rapidamente, mas não permanece. Assim também é o caminho daqueles que vivem debaixo da prática do mal.

O mal pode parecer forte, mas não é eterno. Pode parecer vantajoso, mas é ilusório. Pode parecer dominante, mas já está julgado por Deus.

Os intentos dos perversos não prevalecerão para sempre. Seus planos serão frustrados. Sua aparente segurança será removida. Seus caminhos, se não houver arrependimento, terminarão em ruína.

Isso não deve nos produzir arrogância, mas temor. Também não deve nos gerar desejo de vingança, mas confiança na justiça de Deus.

O cristão não precisa assumir o lugar de juiz final da história. Deus continua no trono. Ele vê o que ninguém vê. Conhece motivações escondidas. Julga com justiça perfeita. Sabe como tratar cada pessoa, cada situação e cada injustiça.

Por isso, quando o mal parecer prosperar, lembre-se: a última palavra não pertence aos homens maus. A última palavra pertence ao Senhor.


Use sabedoria e tenha atitudes coerentes com a vida cristã

Depois de nos advertir sobre o que não devemos alimentar no coração, o Salmo 37 nos mostra quais atitudes devemos assumir.

A primeira é confiar:

“Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade.” Salmos 37:3

Confiar no Senhor é mais do que dizer que cremos nele. É decidir não ser governado pelo medo, pela ansiedade, pela vingança ou pela lógica deste mundo. Quem confia em Deus não se entrega ao desespero quando vê a injustiça. Também não cruza os braços em passividade. O texto diz: “confia no Senhor e faze o bem.”

A confiança verdadeira produz obediência prática.

Não basta evitar o mal; precisamos continuar fazendo o bem. Não basta reclamar da escuridão; precisamos permanecer como luz. Não basta denunciar a mentira; precisamos nos alimentar da verdade. Não basta rejeitar a injustiça; precisamos andar em justiça.

Em um mundo mau, fazer o bem é uma forma de resistência espiritual.

A segunda atitude é agradar-se do Senhor:

“Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.” Salmos 37:4

Agradar-se do Senhor é encontrar nele a nossa maior alegria. É não permitir que a prosperidade dos ímpios seduza o nosso coração. É não permitir que as perdas, as lutas e as injustiças nos façam perder o prazer em Deus.

Quando Deus se torna o deleite da nossa alma, nossos desejos começam a ser alinhados com a vontade dele. E, quando nossos desejos são tratados por Deus, passamos a pedir, buscar e valorizar aquilo que realmente glorifica o Senhor.

A terceira atitude é entregar:

“Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.” Salmos 37:5

Entregar o caminho ao Senhor é abrir mão da necessidade de controlar tudo. É colocar diante dele nossas causas, dores, injustiças, preocupações e decisões. É confiar que Deus sabe agir no tempo certo, da maneira certa e com justiça perfeita.

Muitas vezes, queremos resolver tudo com nossas próprias mãos. Queremos responder à altura, provar nossa inocência, expor quem nos feriu, corrigir imediatamente todas as situações. Mas há momentos em que a maior demonstração de fé é entregar o caminho ao Senhor e continuar andando em retidão.

Confiar, fazer o bem, agradar-se do Senhor e entregar o caminho a Ele são estratégias espirituais para vencer o mal sem ser dominado por ele.


Espere as recompensas da justiça de Deus

Quando usamos a sabedoria de Deus neste mundo mau, somos guardados por Ele. Talvez nem sempre sejamos compreendidos imediatamente. Talvez nem sempre nossa justiça seja reconhecida no momento da dor. Talvez sejamos mal interpretados, julgados ou perseguidos injustamente.

Mas o salmista declara:

“Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia.”     Salmos 37:6

Deus sabe trazer à luz aquilo que está escondido. Sabe defender seus filhos. Sabe manifestar justiça no tempo certo. Sabe honrar aqueles que permanecem fiéis mesmo quando são provocados a reagir carnalmente.

Isso não significa que nunca sofreremos injustiças. Significa que nossa história não está nas mãos dos injustos. Está nas mãos de Deus.

A luz pode demorar a aparecer aos nossos olhos, mas Deus não se atrasa. Ele conhece o tempo certo de revelar, restaurar, defender e cumprir sua vontade.

Por isso, o cristão não precisa viver desesperado por autojustificação. Nossa responsabilidade é permanecer fiel. A defesa final pertence ao Senhor.


Descanse no Senhor mesmo em meio às guerras

A conclusão do Salmo nos conduz a uma das estratégias mais difíceis e mais necessárias da vida cristã:

“Descansa no SENHOR e espera nele.”  Salmos 37:7

Descansar não significa ausência de batalha. Significa confiança no meio dela. Descansar no Senhor é continuar crendo quando ainda não vemos a resposta. É esperar nele quando a justiça parece demorar. É manter o coração em paz quando o mundo está em guerra.

O uso das estratégias corretas nos permite desfrutar descanso em Deus, mesmo em meio às lutas.

O mundo inteiro jaz no Maligno, mas nós somos de Deus. Essa é a nossa segurança. O mal opera, mas não governa os filhos de Deus. O Maligno age, mas não tem domínio sobre aqueles que nasceram de Deus. Cristo nos guarda. Cristo nos sustenta. Cristo nos ensina a vencer.

Vencer o mal não é apenas sobreviver às injustiças. É não permitir que elas deformem o nosso coração.

Vencemos o mal quando continuamos confiando.
Vencemos o mal quando fazemos o bem.
Vencemos o mal quando abandonamos a ira.
Vencemos o mal quando recusamos a inveja.
Vencemos o mal quando entregamos o caminho ao Senhor.
Vencemos o mal quando descansamos em Deus.
Vencemos o mal quando permanecemos fiéis a Cristo em um mundo dominado pelas trevas.

Que Deus nos dê sabedoria para viver neste tempo. Que Ele guarde nosso coração dos sentimentos mundanos. Que Ele nos ensine a confiar, esperar, descansar e fazer o bem.

E que, mesmo em um mundo que jaz no Maligno, sejamos encontrados como filhos de Deus: firmes na fé, alimentados pela verdade, cheios de sabedoria e guardados por Cristo.


Deus te abençoe, guardando sua vida neste mundo mau, até o dia em que toda injustiça será julgada e toda lágrima será enxugada pelo Senhor.


Pr. Sérgio Luis

@sergioluis75

sexta-feira, 19 de junho de 2020

A PALAVRA PROFÉTICA É UMA CANDEIA QUE BRILHA NAS TREVAS



A PALAVRA PROFÉTICA É UMA CANDEIA QUE BRILHA NAS TREVAS
II Pedro 1:19 - Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração,



Estaremos, a partir de então, discorrendo sobre a "λογος προφητικος - logos prophetikos", expressão grega que, significa: "palavra, proferida a viva voz, que expressa uma concepção ou ideia, que procede de um profeta". Ou seja, palavra profética.

É um tanto quanto complicado nos dias atuais o uso de tal expressão, haja visto, a confusão que existe no meio cristão a respeito desta expressão. Muito disso, causado por pessoas que por falta de conhecimento ou má fé, têm ao longo dos anos, deturpado o real significado da palavra profética. Alguns se apropriam da expressão, fazendo dela uma forma de demonstrar uma pseudo comunhão com Deus ao ponto de afirmarem, que aquilo que saí de suas bocas é a mais genuína palavra de Deus. Em muitas oportunidades carregadas de distorção, deturpação e heresias. Tornando-se assim, um perigo aos ouvintes de tal palavra.

Aqui, no texto supracitado, temos como referência alguém que andou com Cristo como um discípulo Dele e sendo uma testemunha ocular de todos os seus feitos. Estamos falando do Apóstolo Pedro. Alguém que tem todo o respaldo para afirmar com tamanha convicção a veracidade daquilo que denomina palavra profética. 

Um exemplo da veracidade da palavra profética é quando fica-nos bem claro, que sobre ela está aquela que a guarda e protege até que ela seja cumprida, O Senhor. Veja: Jeremias 1:12 - ​Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.

Vejamos algumas coisas importantes acerca da palavra profética:

      I. O QUE DEVEMOS FAZER COM A PALAVRA PROFÉTICA

II Pedro 1:19 - ​Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração,

a) Primeiro devemos entender o que é a palavra profética

A palavra profética é aquela que tem a capacidade, o poder, de nos revelar os propósitos de Deus para as nossas vidas. Ainda mais, ela também traz revelação a respeito de outras pessoas, lugares e situações. Ela nos revela o que nos era oculto, aquilo era até então, um segredo, um mistério.

Em algumas ocasiões receberemos a palavra e, talvez, num primeiro momento, não tenhamos sua real interpretação. Mas, em tempo oportuno o Espírito Santo no-la revelará.

Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes. (Jeremias 33:3)

b)  O que fazer com a palavra profética?

II Pedro 1:19 - ​Temos, assim, tanto mais "confirmada" a palavra profética..

A palavra profética precisa ser confirmada. É necessário que haja testificação com o respaldo das Escrituras. Outra coisa importante é consultarmos outros cristãos mais maduros, mais experimentados na palavra, e que tenham um bom relacionamento com Deus e com seu Santo Espírito.  Preferencialmente nossos líderes, pastores e discipuladores.

Quando se nos tornar clara e comprovada a palavra profética, um necessário e fundamental próximo passo precisa ser dado. 

c) A palavra profética precisa ser prontamente obedecida.

II Pedro 1:19 - e fazeis bem em atendê-la (a palavra profética), como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso...

Em, Tiago 1:22, na versão Bíblia Viva, está escrito: "E lembrem-se: esta mensagem é para obedecer, e não apenas para ouvir...". Na versão NTLH, lê-se: "Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática." Temos uma recomendação bíblica, para que ao ouvirmos a palavra profética, a "logos prophetikos", devemos obedecer colocando-a em prática.

Já na versão, Novo Testamento Hebraico, a orientação e para que "sejamos cumpridores" desta palavra. A palavra profética é para ser obedecida, cumprida e colocada em prática.

c)    Por quanto tempo devo caminhar nesta palavra?

II Pedro 1:19 - e fazeis bem em atendê-la (a palavra profética), como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração,

Até que haja a sua manifestação e produza o resultado desejado. A palavra profética será como uma luz no alto de um monte, impossível de se não ver. Sua luz será tão resplandecente e inconfundível que toda a treva ao seu redor será dissipada.

Veja a beleza da palavra profética:

Salmos 119:105 - ​Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. 
Provérbios 6:23 -  Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; 
Isaías 55:10 e 11 - 10 ​Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão  ao que come, 

   II.  HÁ ALGUNS CUIDADOS A SEREM TOMADOS

II Pedro 1:20 e 21a - ​sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana;

Uma coisa bem clara que não pode ser ignorada é que nenhuma palavra profética deve ser interpretada de forma particular por quem quer seja. Toda palavra profética deve, obrigatoriamente, ser interpretada à luz das Escrituras. Qualquer interpretação da palavra profética fora da Bíblia, é um grande passo para a heresia, esta mesma que tem destruído vidas através dos séculos. É preciso muito cuidado!

Como o próprio texto alerta, nenhuma profecia tem como fonte a vontade humana. Não houve e jamais vai haver a possibilidade de que a fonte da palavra profética brote da vontade do homem. Isso é impossível.

Inclusive, Pedro quando escreve nesta mesma carta no capítulo 3 versículo 16, ele diz, referindo-se aos escritos do Apóstolo Paulo: "ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles."

Pedro alerta que, não somente os escritos paulinos como toda a Escritura sempre vão encontrar "ignorantes e instáveis", ou seja, pessoas que vão interpretar a palavra profética ao seu bel prazer, segundo seus próprios interesses, mas que ao final lhes trará a própria ruína. Cuidado!

III. A FONTE DE TRANSMISSÃO E REVELAÇÃO DA PALAVRA PROFÉTICA É O ESPÍRITO SANTO

II Pedro 1:21 -​ ...entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

Toda a palavra profética tem somente uma fonte, o Espírito Santo. Ninguém pode transmitir uma palavra profética que não tenha como fonte única o Espírito Santo.

O envio de Barnabé e Saulo, se deu através de uma palavra profética, tem como fonte única e exclusiva, o Espírito Santo.
Atos 13:1 a 3 -  "1 ​Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. 2 ​E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. 3 ​Então, jejuando,  e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram."

A palavra profética é inspirada por Deus. Ela tem a finalidade de nos aperfeiçoar para o execução da obra de Deus.

II Timóteo 3:16 e 17 - "​16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino,  para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17 ​a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra."



CONCLUSÃO

A palavra profética é uma luz que nos conduzirá a uma vida plena na comunhão com Deus e no exercício do nosso chamado e vocação ministerial. Portanto deve ser levada a sério e colocada em prática.

Deus te abençoe!
Pastor Sérgio.


terça-feira, 9 de junho de 2020

DEUS PREPARA UMA MESA DE BANQUETE NO DESERTO




DEUS PREPARA UMA MESA DE BANQUETE NO DESERTO

 

“Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?” Salmos 78:19

 

Existem perguntas que fazemos porque desejamos conhecer melhor a Deus. Mas existem perguntas que nascem quando começamos a duvidar de quem Deus é. “Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?” foi uma dessas perguntas.

Israel estava no deserto. Ao redor, havia escassez. O solo era árido, a água não estava facilmente disponível e não havia plantações capazes de alimentar uma multidão. Humanamente falando, aquele era exatamente o lugar onde uma mesa não poderia ser preparada.

E talvez seja justamente por isso que essa pergunta seja tão atual.

Há momentos em que a nossa própria vida parece um deserto. Os recursos diminuem, algumas portas se fecham, respostas não chegam, projetos ficam paralisados e aquilo que parecia tão claro começa a ficar confuso. Olhamos ao redor e não encontramos nenhuma possibilidade visível de mudança.

É nesse momento que a pergunta de Israel pode nascer também dentro de nós: “Será que Deus consegue fazer alguma coisa aqui?”

A questão central do Salmo 78 não era se Deus possuía poder para preparar uma mesa no deserto. Deus já havia libertado Israel do Egito, enviado pragas sobre aquela nação, aberto o Mar Vermelho e conduzido seu povo de maneira sobrenatural.

O problema não estava na capacidade de Deus. O problema estava na incredulidade do coração humano.

 

O DESERTO NÃO SIGNIFICA QUE DEUS NOS ABANDONOU

Quando pensamos em deserto, geralmente pensamos em abandono, solidão e escassez. Entretanto, na Bíblia, o deserto aparece muitas vezes como lugar de formação, dependência, revelação e encontro com Deus.

Em Oseias encontramos uma declaração extraordinária:

“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto e lhe falarei ao coração.” Oseias 2:14

Observe algo surpreendente: Deus diz que a levaria ao deserto para falar ao coração. Isso muda nossa maneira de interpretar determinadas estações da vida.

Talvez estejamos tão concentrados em perguntar “Quando sairei deste deserto?” que não percebamos que existe outra pergunta igualmente importante: “O que Deus deseja falar comigo enquanto estou aqui?”

Naturalmente, isso não significa que todo sofrimento ou toda dificuldade seja diretamente enviado por Deus. Vivemos em um mundo marcado pelo pecado, pelas limitações humanas, por escolhas e circunstâncias adversas. Entretanto, nenhuma dessas realidades impede Deus de trabalhar em nós.

Deus é capaz de transformar até mesmo nossos desertos em salas de aula.

Há coisas que aprendemos na abundância. Mas existem outras que somente descobrimos quando nossos recursos terminam.

 

A ESCASSEZ REVELA ONDE ESTÁ NOSSA CONFIANÇA

O deserto possui uma característica inevitável: ele expõe nossas limitações.

Enquanto temos recursos, podemos alimentar a ilusão de que controlamos a vida. Temos nossos planejamentos, reservas, estratégias, contatos e possibilidades.

Mas então chega uma situação diante da qual nada disso parece suficiente. E descobrimos algo que sempre foi verdade: somos muito mais dependentes de Deus do que imaginávamos.

O problema é que podemos reagir a essa descoberta de duas maneiras. Podemos nos tornar mais dependentes ou mais murmuradores. Israel escolheu muitas vezes a segunda opção.

O Salmo 78 mostra um povo que havia testemunhado milagres extraordinários e, ainda assim, continuava duvidando. O passado estava cheio das evidências da fidelidade de Deus, mas o presente estava cheio de reclamações. Esse comportamento continua sendo possível hoje.

Podemos nos esquecer rapidamente do que Deus fez ontem quando surge uma necessidade nova hoje.

Quantas orações Deus já respondeu? Quantas portas já abriu? De quantas situações você pensou que não sairia — e saiu? Quantas vezes os recursos apareceram no momento necessário? Quantas vezes você chorou imaginando que era o fim e, algum tempo depois, descobriu que Deus ainda estava escrevendo sua história?

Por isso, antes de perguntar se Deus poderá cuidar do nosso amanhã, talvez devêssemos nos lembrar de como Ele cuidou de nós até aqui.

 

O DESERTO PODE REVELAR O QUE EXISTE DENTRO DE NÓS

A escassez não revela apenas nossa limitação. Ela também revela nosso coração.

É relativamente fácil agradecer quando a mesa está cheia. Difícil é manter a gratidão quando estamos esperando a provisão.

É fácil falar sobre confiança quando conhecemos o próximo passo. Outra coisa é continuar caminhando quando não sabemos o que acontecerá amanhã.

Por isso o deserto pode confrontar nossa fé.

Quem somos quando aquilo que esperávamos não acontece? Como reagimos quando Deus não responde no tempo que imaginávamos? Continuamos adorando quando não entendemos? Continuamos obedecendo quando a promessa parece distante?

É nesse ambiente que nossa fé deixa de ser apenas discurso.

O deserto revela se confiamos em Deus apenas pelo que Ele nos dá ou por quem Ele é.

 

NO DESERTO, DEUS PROVIDENCIA ÁGUA

A pergunta de Israel era: “Pode Deus preparar-nos mesa no deserto?”

A resposta do próprio Salmo 78 é extraordinária.

Primeiro, Deus providenciou água:

“No deserto, fendeu rochas e lhes deu a beber abundantemente como de abismos. Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios.”   Salmos 78:15-16

Pense na cena. O povo precisava de água. Ao redor havia deserto. Mas Deus não precisava encontrar um rio. Ele fez água sair da rocha. Aqui encontramos um princípio precioso: Deus não está limitado às fontes que conhecemos.

Talvez você esteja olhando para sua situação procurando de onde poderá vir a resposta. E, porque não encontra nenhuma possibilidade, começa a pensar que não existe solução.

Mas a provisão de Deus não depende das possibilidades que conseguimos enxergar. Quando Deus decide prover, até uma rocha pode se transformar em fonte.

E no Novo Testamento, Jesus nos apresenta algo ainda maior. Ele declara:

“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” João 7:38

Existe uma sede que nenhuma provisão material consegue satisfazer. Jesus é a fonte da qual nossa alma precisa beber.

 

NO DESERTO, DEUS PROVIDENCIA PÃO

O Salmo continua:

“Fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu. Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes ele comida a fartar.” Salmos 78:24-25

Não havia plantação. Não havia colheita. Não havia celeiros. Mas havia céu. Quando a terra não podia produzir, Deus fez a provisão vir do alto.

Durante anos, Israel acordou e encontrou alimento onde humanamente não deveria existir alimento.

Mas aquele maná também apontava para uma realidade muito maior.

Jesus declarou:

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente.” João 6:51

O maior banquete que Deus pode oferecer no deserto não é simplesmente uma mudança das circunstâncias. É Cristo.

Podemos ter uma mesa cheia e continuar com a alma vazia. Podemos possuir recursos e permanecer espiritualmente famintos. Por isso, antes de pedir apenas que Deus coloque alguma coisa sobre nossa mesa, precisamos desejar que Cristo ocupe o centro dela.

 

DEUS É CAPAZ DE FAZER ABUNDAR ONDE SÓ VEMOS ESCASSEZ

O salmo mostra ainda Deus enviando alimento ao povo:

“Também fez chover sobre eles carne como poeira e voláteis como areia dos mares... Então, comeram e se fartaram a valer.” Salmos 78:27,29

Observe o contraste. A pergunta era: “Pode Deus preparar uma mesa?” A resposta foi abundância.

Isso não significa que Deus tenha prometido satisfazer todos os nossos desejos materiais ou transformar cada dificuldade em prosperidade. O próprio Salmo 78 adverte contra um coração que exige de Deus a satisfação dos próprios apetites.

A mensagem é outra: Deus continua sendo suficiente mesmo quando o ambiente é insuficiente.

Essa diferença é fundamental. Nossa fé não está fundamentada na ideia de que sempre teremos tudo aquilo que desejamos. Nossa fé está fundamentada na certeza de que Deus continuará sendo Deus mesmo no deserto, e nada poderá impedir que Ele cumpra seus propósitos.

 

COMO DEVEMOS ATRAVESSAR NOSSOS DESERTOS?

Se o deserto revela nosso coração, então precisamos aprender a atravessá-lo corretamente.

Em primeiro lugar, devemos reconhecer nossas limitações. Humildade é admitir que existem situações que não conseguimos resolver sozinhos.

Depois, precisamos substituir a murmuração pela memória. Em vez de olhar apenas para aquilo que está faltando hoje, precisamos nos lembrar daquilo que Deus já fez.

Também precisamos orar. Não uma oração baseada na exigência, mas na confiança.

E precisamos aprender a esperar.

Esperar talvez seja uma das disciplinas espirituais mais difíceis, porque esperar significa reconhecer que o nosso relógio não governa Deus.

O Salmo 37 nos ensina:

“Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.” Salmos 37:4-5

Entregue. Confie. Espere. E continue caminhando.

 

UMA MESA NA PRESENÇA DOS ADVERSÁRIOS

Outro salmo de Davi apresenta uma imagem semelhante:

“Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.” Salmos 23:5

Que imagem extraordinária! Deus não necessariamente retira primeiro os adversários para depois preparar a mesa. Ele prepara a mesa na presença deles.

Às vezes queremos que Deus mude todo o cenário para então experimentarmos sua bondade. Mas existem ocasiões em que Deus demonstra sua fidelidade sem primeiro mudar o cenário.

O deserto continua sendo deserto. Os adversários continuam presentes. A batalha talvez ainda não tenha terminado. E, mesmo assim, existe uma mesa.

Isso significa que a paz de Deus não depende da ausência de conflitos, e sua provisão não depende da perfeição das circunstâncias.

 

E SE A MESA FOR MAIOR DO QUE AQUILO QUE ESTAMOS PEDINDO?

Existe ainda uma dimensão mais profunda nessa mensagem.

Quando pensamos em Deus preparando uma mesa, nossa primeira tendência é imaginar necessidades materiais: emprego, dinheiro, saúde, portas abertas, soluções para problemas.

Todas essas coisas podem ser apresentadas a Deus em oração. Mas talvez a mesa que Ele deseja preparar seja ainda maior.

Paulo declarou:

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.” Efésios 1:3

Talvez estejamos pedindo apenas uma solução e Deus queira produzir maturidade. Pedimos alívio, e Ele quer também produzir perseverança. Pedimos uma porta aberta, e Ele quer ensinar dependência. Pedimos que o deserto termine, e Ele deseja revelar-se a nós no meio dele.

Não limite o banquete de Deus àquilo que você consegue colocar em uma lista de pedidos.

Existem riquezas espirituais que somente perceberemos depois de atravessarmos determinadas experiências.

 

JESUS É O CENTRO DA MESA

Existe algo belíssimo quando observamos o Salmo 78 à luz do Novo Testamento.

No deserto havia água. Cristo é a Água da Vida. No deserto havia pão. Cristo é o Pão da Vida.

E Jesus declarou que daria sua própria carne pela vida do mundo. Isso significa que a maior provisão de Deus não é algo. É alguém.

A resposta definitiva de Deus para nossa maior necessidade é Jesus Cristo.

Podemos sair de um deserto material e continuar vazios. Podemos receber aquilo que pedimos e ainda permanecer insatisfeitos. Mas quando encontramos Cristo, descobrimos a provisão que alcança o lugar mais profundo da existência humana.

Antes de preparar coisas para nós, Deus nos ofereceu seu próprio Filho.

 

PODE DEUS PREPARAR UMA MESA NO DESERTO?

Voltamos, então, à pergunta inicial: “Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?”

Depois de tudo o que vimos, a resposta é clara: Sim, Ele pode.

Ele pode fazer água sair da rocha. Pode fazer pão descer do céu. Pode sustentar quando os recursos humanos terminam. Pode trazer paz enquanto a tempestade ainda acontece. Pode fortalecer quando nossas forças desaparecem. Pode produzir esperança quando os olhos não enxergam nenhuma saída.

Mas existe uma pergunta talvez ainda mais importante: Você continuará confiando nEle enquanto a mesa ainda está sendo preparada?

Essa é a questão. Fé não é apenas celebrar depois que o milagre aconteceu. Fé é continuar confiando enquanto ainda estamos no deserto.

Talvez você esteja exatamente nesse lugar hoje. Você olha ao redor e vê escassez. Não sabe como algumas situações serão resolvidas. Existem perguntas que continuam sem resposta. Então não permita que o deserto faça você esquecer quem Deus é.

O ambiente pode ser estéril, mas Deus continua sendo fértil em possibilidades. O recurso pode ter terminado, mas Deus não terminou. A porta pode ter fechado, mas Deus continua sendo Senhor da história.

Você pode não enxergar de onde virá a provisão, mas Deus nunca precisou das possibilidades humanas para realizar aquilo que decidiu fazer.

Por isso, em vez de perguntar com incredulidade: “Pode Deus preparar uma mesa no deserto?”, transforme a pergunta em uma declaração de fé: “Mesmo no deserto, o meu Deus continua sendo Deus.”

Continue caminhando. Continue orando. Continue obedecendo. Continue bebendo da Água da Vida. Continue alimentando-se do Pão da Vida. E nunca permita que a escassez ao seu redor produza escassez de fé dentro de você.

Porque o deserto não é prova da ausência de Deus. Ele pode se tornar justamente o cenário onde você conhecerá dimensões da fidelidade de Deus que jamais conheceria em outro lugar.

E quando chegar o tempo oportuno, talvez você descubra que, enquanto enxergava apenas areia, Deus já estava preparando a mesa.

Deus te abençoe!

Pr. Sérgio Luis

@sergioluis75

Acompanhe as mensagens no canal do Pr. Sérgio Luis no YouTube